Estava vendo o Mat Kearney no Jay Leno e meio que babei litros com o talento do cara. O áudio estava tão linear e sua voz tão segura que nem parecia ao vivo (mas era). Kearney vem amadurecendo/evoluindo muito ao longo da carreira. Seu último trabalho, City Of Black and White é uma das obras-primas do pop e digo sempre (minha irmã odeia!) que ele é o que o John Mayer deveria ser. Eu particularmente tenho muita preguiça de ouvir John Mayer, sério. Acho ele muita embalagem pra pouco conteúdo. Não é ruim, pelo amor de Deus, mas não me convence de ser um grande cantor.
Mat Kearney é o tipo de cantor americano que faz música que consequentemente cai em trilhas sonoras de dramas água com açúcar por conta das letras de fácil assimilação, confesso, mas Kearney é muito maior que tudo isso e tem deixado a galera de orelhas em pé. Ano passado só lançou um single, "Head or Your Heart" e nenhum disco até que divulgou que seu novo álbum estaria sendo gravado, intitulado "Young Love". De acordo com o próprio Kearney, o título se refere a um amor recém nascido e inocente como ele descreve de forma humorada em "Young Dumd And In Love": "I said, “Have we met before?” \ She said, “No, it’s only noon.” \ Uh oh… to be young and dumb and in love \ Baby, you got me ten feet off the ground \ I’m talking too much, and you don’t make a sound..."
O primeiro single do disco, "Hey Mama" se refere à sua esposa e figurinista, Annie. O disco é permeado por baladas açucaradas que gritam letras incríveis e bem escritas. Kerney estudou Literatura e é o romantismo em pessoa. Seu novo álbum está no terceiro dia consecutivo em primeiro lugar no top albums do iTunes e estou feliz por ele. O cara merece tudo de bom, esperei esse disco contando os dias nos dedos e a recompensa veio em belíssimo verde fluorescente. Disco simples, sincero e com produção absurdamente encantadora de Robert Marvin e Jason Lehning.
Que "Ships In The Night" ganhe o mundo.











