quarta-feira, 13 de abril de 2011

O sueco magro.



No post abaixo eu falei sobre essa história de bandas que não se dão mais ao luxo de criar uma carreira, e sim lançar projetos paralelos. Aconteceu com uma das minhas bandas preferidas, o The Perishers que foi encostado e o vocalista Ola Klüft lançou carreira solo sob o pseudônimo "A Lanky Swede". O engraçado é que é a mesma coisa do The Perishers, com melodias redondinhas e o ar bucólico. A mesma coisa.


Belo trabalho, mas não entendo por que colocar a banda de molho e lançar mais do mesmo disfarçado de novo.

domingo, 3 de abril de 2011

What did you expect from The Vaccines?



E o The Vaccines? Finalmente o disco saiu e o fogo abaixou deixando claro que não se deve confiar em burbúrios de sites de música, mas não é que dessa vez eles estavam certos? O The Vaccines é realmente uma banda inglesa do caralho que finalmente lançou seu debut com no mínimo meia dúzia de faixas grudentas.

É o velho rock de menino pra menina, mas é também delicioso. Ouvi alguma coisa que foi solta pelos garotos antes do lançamento do álbum e gostei muito e a imprensa dizer que é a salvação do rock é um tanto quanto exagero, contudo mesmo o The Vaccines bebendo de fontes que a maioria das bandas bebe que é a regressão às décadas passadas, eles foram para o fim dos 70, o pós-punk e lançaram um desafio: "What did you expect from The Vaccines?" O bicho pegou. O The Vaccines vem com essa ousadia logo quando a banda mais famigerada do início da década volta de um jejum de 4 anos, o Strokes. Davi tentando desafiar o gigante novamente.

O resultado é positivo, digo logo sem demora. O disco é ensolarado e abre uma estação de singles românticos e viciantes como "If You Wanna", "Blow It Up", "Post Break-Up Sex" e "Wreckin' Bar". Disco curto e sem muita falação é do mesmo nível que o "Under Cover Of Darkness" do Strokes. O disco da turma do Casablanca parece estar apostando fichas, se lançando no mercado como medidor de aceitação mesmo com uma legião que jura apoio de pés juntos. É muito mais prático lançar projetos diferentes a todo o tempo (como faz o Jack White) que tentar consolidar uma banda. Engraçado que o Strokes, que no início dos anos 2000 veio pra acabar com a chatice que começou na segunda metade da década noventista, chegou de jaqueta e calça apertadinha sem fazer muita novidade. Na verdade o que aconteceu foi o mesmo que com o The Vacinnes: frescor e malandragem.
 
Comparações à parte e ironia ou não, o Vaccines já foi confirmado para o próximo Planeta Terra, assim como aconteceu com o Two Door Cinema Club na última edição. Isso só reforça o fato de que o povo não quer mais saber de som inovador, eles querem sangue novo e o do The Vaccines está cheirando a leite.

P.S.: E a arte "wanna be 70's"?


» Avaliação: 8.0

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ficadica: Freddy Wexler / Freddy and the Dials


Até hoje eu não sei muito quem é Freddy Wexler. Quando o conheci há uns 5 anos atrás no Pure Volume, ele atendia somente por Freddy. Pouco tempo depois veio Freddy and The Dials, sua banda, e assim "ele" passou a ser chamado. Desde quando o conheci que procuro suas músicas na rede e foram anos de busca, desenfreada, em tudo quanto era lugar. Pra falar a verdade, nos últimos 2 anos eu lembrei dele muito pouco e foi assim, de bobeira, que achei as músicas pra download.

Freddy Wexler, como acho que é chamado agora, causa um certo burburinho lá fora, principalmete em New York. É bem cult, tem um fã clube minúsculo e fiel, e tals (o que não é justo - ou é, não sei). Bom demais.

*A raridade está nos comentários.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ficadica: Tapes 'N Tapes (2010) Outside


Banda americana. Indie rock. Nada de novo. Ótimo disco:

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1


Semana passada fui conferir pela segunda vez Harry Potter and the Deathly Hallows - Part 1 antes de fechar o ano. Temi que com esse sétimo episódio da saga Potter, eu me impressionasse de cara e depois me desse conta que não era tudo aquilo, como já aconteceu antes. Pois bem, vi e revi e o filme é deveras bom.

Como adaptar livros não é tarefa fácil pelo tempo hábil que se tem em prender o público na cadeira, dividir a última parte em duas foi a melhor decisão e talvez o segredo de seu sucesso fora do círculo fanático. O filme é paciente mas não chega a causar incômodo. Seria essa a melhor fotografia (assinada pelo português Eduardo Serra) ou a de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (de longe o capítulo de melhor apuro visual chefiado por Alfonso Cuarón)? Aqui a casa dos Weasley lembra os frames de Days Of Heaven, de Terrence Malick, uma coisa incrível. Não posso deixar de falar do mau aproveitamento que Yates fez com o elenco fazendo até a linda Emma Watson soar insossa por vezes (niguém executa o Obliviate com mais beleza).

Cresci com a série, nunca li os livros, nunca escrevi sobre um dos filmes antes e pra mim vai deixar saudade. Como foi tudo rodado de uma só vez, imagino que a segunda parte terá o mesmo calibre. Não vejo a hora.

domingo, 24 de outubro de 2010

Ficadica: Holger (2010) Sunga

Bom, saiu há um tempo, mas com a correria só pude conferir o trabalho de estréia do Holger agora. Percebi uma semelhança com vitamina de fruta e essa vibe de rock para dancefloor, sendo toda a gama instrumental passada em peneira tropical. A Trama lançou o disco no Álbum Virtual para download. Vale muito (mesmo) a pena conferir.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Notas_

Julie & Julia (2009) Nora Ephron

Baseado em dois livros, Julie & Julia é adorável e cansativo. Sua duração é excessiva e salva-se a trilha de Desplat, que apesar de óbvia é agradével. Julie é uma jovem vivente do início da década passada que assim como Julia dos anos 50, usa a culinária como válvula de escape. Ao acompanhar paralelamente a vida dessas duas figuras é impossível não se identificar mais com uma e achar a outra aguada. Pela primeira vez, o exercício de sotaques da Maryl Streep irritou-me.

» Avaliação: 6.5

Budapeste (2009) Walter Carvalho

Leonardo Medeiros tem que tomar vergonha na cara e nunca mais se envolver em telenovela, que para um ator de seu calibre é pecado mortal. É ele quem salva Budapeste do pior, baseado na obra de Chico Buarque, filme poético e complicado e também um absurdo exercício metalinguístico. Não é ruim, longe disso, mas a história de um homem que pra fugir do passado se reconstrói em outra língua meio que carece de uma montagem mais coerente.

» Avaliação: 5.5

A Pequena Jerusalém (2005) Karin Albou

Drama sério de temática tripla (filosofia, religião e sexo), La Petite Jerusalem é longa francês ganhador do prêmio de melhor roteiro em Cannes. Laura, estudante de filosofia e adepta às doutrinas de Kant começa a causar desconforto na família judia ortodoxa. Mathilde, sua irmã mais velha, enfrenta o demônio da infidelidade do marido e para salvar seu casamento terá de passar por cima de seus limites sexuais. Mesmo seguindo um ritmo lentíssimo a todo o tempo, a direção da estreante Karin Albou consegue prender a atenção.

» Avaliação: 7.0