sábado, 27 de março de 2010

Resenha: She & Him (2010) Volume Two


Quando Zooey Deschanel lançava Yes, Man! com Jim Carrey, nascia seu primeiro filho Volume One que mostrou ao mundo como ser retrô com autenticidade. Com ritmos antiquados, Zooey achou seu caminho: uma garota esquisita que atua para sobreviver (tem algum prazer) mas que tem na música sua maior paixão (ela canta desde criança).

She & Him lançou o segundo álbum essa semana, dia 23 de março. Simplesmente perfeito, todas as músicas estão irretocáveis dentro do mais maravilhoso indie pop, com influência folk. Zooey Deschanel desbanca tudo e todos nas composições e no vocal.


» Avaliação: 10.0

sexta-feira, 26 de março de 2010

Resenha: Corinne Bailey Rae (2010) The Sea


Ah, como esperei pelo novo trabalho de Corinne Jacqueline Bailey, a cantora inglesa consagrada como Corinne Bailey Rae. Ela é cantora de soul, mas seu leque de influências fica notório no seu segundo trabalho The Sea. O disco é a famosa história da ostra que produziu uma pérola de uma ferida. Sexy, e muito triste. Tamanha tristeza possivelmente respaldada na tragédia da morte de seu marido Jason em 2008.

Lançado em janeiro desse ano, The Sea chegou muito atrasado, vendo que seu debut deu-se em 2006 e mais nada foi lançado desde então, exceto uma edição de luxo com algumas canções inéditas. Ainda assim, antes tarde do que nunca.

O primeiro single "I'd do It All Again" é a coisa mais linda e a que o precede abrindo o disco "Are You Here?" pergunta com a maior tristeza do mundo "Você está aqui? Porque meu coração recorda que tudo parece o mesmo...". Impossível não se apaixonar, e na árdua tarefa de se refazer ela segue e arrisca baladinhas que não alcançam a mesma fofura de Put Your Records On ou Trouble Sleeping (sua canção mais linda, na minha opinião) do primeiro disco, mas Corinne mostra que não só de fofura vive uma fofa.

Em "Paper Dolls" ela faz o download de alguma entidade do rock e canta com voz doce e intimista uma melodia linda e animada. O disco fecha com o carro chefe que versa a profundeza de seus sentimentos e a última frase é goodbye, goodbye. Destaco também "The Blackest Lily", "mague-nífica" com uma guitarra ardida e sensual.

Mesmo com toda a dor (que está, acredite, impressa nesse trabalho) Corinne não esqueceu que a vida continua, e presenteou a seus fãs (também foi uma forma de se recompôr) com esse lançamento que fez sucesso com a crítica especializada e é parada obrigatória.


» Avaliação: 9.0

Ler, também é um exercício!

Está disponível (de graça!) na (santa!) internet para download e afins, duas grandes revistas sobre música.

A primeira, em inglês é a americana SPIN no Google Books.


A segunda, é a gratuita por natureza Noize, e tem disponível no portal oficial suas versões em pdf para download, leitura on-line, ou a assinatura da mesma por 6 ou 12 meses, com os custos de envio apenas. Uma revista de alto nível, com um visual que me deixou com o queixo no subsolo. Um desbunde.

Simplesmente imperdível.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Resenha: Toby Mac (2010) Tonight

Ficadica: exceto Hillsong United, quando alguém falar muito bem de um artista gospel internacional, pode desconfiar.

Toby Mac, é um cantor (?) norte-americano de 46 anos (!) que a galera adoooora e eu sinceramente não sei o motivo, razão ou circunstância. Wellcome To Diverse City, seu segundo disco lançado em 2006 foi tido como um poço de criatividade para o meio cristão. Balela! Com a desculpa de ser eclético, Toby Mac faz uma salada mal feita de ritmos que ele flerta desde sua integração no DC Talk.

Produzido pelo próprio Toby Mac (ele levou 2 anos e meio preparando o disco) e mais três caras, Tonight é seu 4° projeto e um disco como poucos. Tem de tudo aqui, tudo o que ele adora fazer e a galera adora escutar. Uma barulheira sem motivo, featurings sem fim (inclusive de uma criança de 10 anos) e uma única música que presta, a faixa-título "Tonight" que abre o disco.

"City On Your Knees", primeiro single, que vendeu horrores antes do disco ser lançado é balada lenta e corta o barato de um CD que é todo empolgado, passando pelo rock, o pop, o hip hop, etc... e encerra com nada mais, nada menos que reggae (de raiz mesmo) em "Break Open The Sky" (lembrei do Latino: Tudo Junto e Misturado).

"O processo de gravação significa muito para mim, tenho muita paixão quando se trata de meus registros e eu não sei se é bom ou ruim." Toby Mac.

Infelizmente, desconfiômetro é algo que não se encontra em qualquer esquina. Eu não dou conta.

» Avaliação: 1.0

Resenha: Leeland (2009) Love Is On The Move

Leeland Mooring (vocal/guitarra)
Jake Holtz (baixo)
Mike Smith (beteria)
Jack Mooring (teclados)

Nos dias 21 e 22 de maio vai rolar o Livres 2010, promovido por Juliano Son, e de cara já valeria a pena só por ter Nívea Soares no time de participações especiais. Mas uma surpresa muito melhor foi confirmada, a da banda americana (do Texas) Leeland.

Os irmãos Jack e Leeland Mooring formam com Mike Smith e Jake Holtz uma das melhores bandas de rock progressivo da América. Em 2006 (a banda estava em atividade muito antes) gravaram o primeiro disco "Sound Of Melodies", indicado ao Grammy Awards.

Em Love Is On The Move Leeland Mooring prova que é, ao lado de Tim Hughes um dos melhores compositores do meio. Com 12 faixas, o disco é 100% inspirado na Bíblia e até quando narra os fatos da Via Sacra em "Via Dolorosa", não soa cafona, piegas ou prolixo.

"Carry Me On Your Back" versa "Até os heróis caem / E as montanhas não durarão para sempre / [...] Me carregue nas Suas costas através da tempestade..." e se torna a canção mais bonita do álbum. A faixa-título tem um belíssimo arranjo de cordas e letra reflexiva.

O disco ainda traz uma participação especialíssima de Brandon Heath na segunda faixa, "Follow You".

Com muitas qualidades, o disco não traz muita novidade em composições ou arranjos, porém tudo é feito com extremo bom gosto e fluidez, aliás percebe-se claramente o domínio de Leeland em fazer música e compor.
Encanta pela motivação e frescor.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Resenha: High School Band (2009) Todd Graff


Em crítica para o portal Cineclick.com, Heitor Augusto faz uma observação curiosa e hilária sobre Bandslam: "...para induzir o público a fazer associações, a Paris Filmes trocou o nome para High School Band - afinal, tem música e Vanessa Hudgens, então é high school, né?"

É interessante perceber um certo desinteresse do público adolescente com o filme de Todd Graff e os motivos são claros: de High School, Bandslam só tem Vanessa Hudgens.

Conta com um roteiro onde muita coisa acontece, mas foca num desafio de bandas e tem um certo romance sim, que se desenvolve em segundo plano. Gaelen Conell está muito bem (não posso dizer o mesmo da namoradinha do Zac Efron) e precisa ser explorado em filmes com um conteúdo, digamos, mais educativo (se bem que esse ensina boa música). Bandslam ainda tem forte carga dramática (no fim, com a competição a todo vapor, o filme dá uma pausa pra um diálogo - arranca rabo - pesado com morte e funeral no pivô) e incríveis referências ao GRANDE meio musical (U2, The Clash, The Killers, Sex Pistols). Sendo assim, conquista aos poucos a atenção dos mais exigentes e de quebra emociona (com elementos fuleiros) e supera as piores expectativas.


» Avaliação: 7.0

terça-feira, 23 de março de 2010

Resenha: A Garota Ideal (2007) Craig Gillespie

Em 2007 o Estados Unidos produziu essa pérola estrelada por Ryan Goslin, que conta a (bela) estória de um rapaz muito tímido e socialmente disfuncional que tem tem horror ao toque humano e vive com o irmão e a cunhada. Numa tentativa (desesperada e ao mesmo tempo inconsciente) de dar cabo à solidão, Lars compra uma boneca para fins duvidosos numa loja erótica on-line. Ela chega numa imensa caixa (cartaz acima) e se torna nada mais, nada menos que a namorada do rapaz. Aconselhados por um especialista, todos entram na loucura de lars fingindo que Bianca é uma garota de verdade.

Com o passar do tempo, a boneca adquire contornos que desagrada a Lars e então ela deixa de ser sua garota ideal. Por ser muito correto, se recusa a "terminar o namoro", muito menos traí-la (vai falar isso pra ele!).
Em cena, Patricia Clarkson dá um show como a médica (e psicóloga) que supostamente está cuidando de uma enfermidade de Bianca quando na verdade está sondando o âmago de Lars.


Tudo parece um grande devaneio (não se engane) da cabeça do rapaz e taxado de louco ele segue a vida solitário e perdido, amável (tão prestativo!) e amado. O longa de Craig Gillespie é adorado pelos cinéfilos e foi um grande presente ao cenário independente em 2007. Com um humor leve e bem dosado, Lars and The Real Girl DEVE ser assistido.

» Avaliação: 8.0