domingo, 21 de março de 2010

Resenha: Rush Of Fools (2008) Wonder of The World


Firme no meu propósito de falar sobre bandas cristãs internacionais, aqui vai uma resenha sobre um dos meus xodós.

Como já disse em outras postagens, a música cristã no Brasil é carente de novidade, então cabe a nós reles mortais sedentos (alguns nem tanto) de inovação procurar além dos limites da terra do samba, do carnaval, da mulher pelada...
Em solo americano, no território do Alabama (U.S.A.), por volta de 2007 nasceu o Rush Of Fools, banda de rock (tá mais pra pop/rock) que faz o de sempre: músicas de melodias perfeitas e com refrões grudentos, contudo, não só de pão vive o homem e arroz com feijão enche a barriga. Por um motivo superior que está fora de alcance do meu entendimento eu adoro o disco "Wonder of The World", lançado em setembro de 2008.

Talvez seja porque eu seja muito implicante e esse me quebrou as pernas, talvez seja por causa da perfeição exagerada das músicas, talvez não seja nada disso. A verdade é que o segundo disco da banda está anos-luz a frente de discos elogiadíssimos como o já resenhado aqui no blog "Over and Underneath" do Tenth Avenue North. O primeiro single lançado é a faixa 5 "Lose It All" que tem um refrão contagiante (Whoa, oh, oh, oh, I wanna lose it all for You, oh, oh, oh...), e por incrível que pareça, o disco inteiro (talvez só "Tonight" que não) está pronto para tocar nas rádios. Logo após Lose It All vem "Escape", minha preferida que traz um vocal perfeito de Wes Willis. "Freedom Begins Here" é muito bem arranjada e a faixa-título tem letra bonita.

Aos mais atentos fica uma pergunta: por que Rush Of Fools (Ataque dos Tolos, numa tradução livre)? O nome da banda foi inspirado no texto de 1 Coríntios 1:26-29. Não esclareceu muita coisa? Dá uma conferida (é bom esticar até o verso 31).


Espero que gostem:

quinta-feira, 18 de março de 2010

Resenha: Férias Frustradas de Verão (2009) Greg Mottola

Falar de Adventureland é tarefa nada fácil, já que tudo o que há de mais interessante a ser comentado está no pacote de surpresas. James Brennan (Jesse Eisenberg) acabou de se formar no colegial e pretende, com o presente dos pais ($$$), viajar e conhecer a Europa para logo após ingressar numa faculdade em New York. Os problemas começam já de início quando os pais de James anunciam que não poderão ajudar com a viagem por conta de problemas financeiros. O rapaz terá que arregaçar as mangas e conseguir um emprego de verão para pagar as despesas da faculdade e conseguir a tão sonhada liberdade.

Em Adventureland, um parque de diversões, James consegue um emprego. É encaixado no setor de jogos e a contra-ponto está o setor de brinquedos (Rides Rides Rides Rides Rides). Todos os que trabalham nos games entraram em Adventureland num momento de desespero e encontram no pior emprego de suas vidas uma espécie de fonte de descobertas e aprendizado. À medida que as coisas vão piorando no decorrer da trama, os personagens vão se despedindo do emprego sempre no momento mais crítico, ou seja, entram em Adventureland porque não têm saída e saem porque tudo piorou de vez. É estranho a camiseta de James estampar a todo o tempo Games Games Games Games Games, é como se fosse outro contra-ponto do roteiro, afinal, James é virgem e não sabe nada sobre as regras do jogo do amor (se é que é um jogo).

O roteiro é minucioso, belo e Kristen Stewart em seu melhor papel. Jesse Eisenberg constrói o típico "fofo/nerd" sem parecer idiota, é romântico e tímido, não um bobão. A década de 80 (87, para ser exato) abriga com beleza a estória que conta com a resposta definitiva para as teses sobre o amor: "Acredito no amor. Acho que ele é transferível, digo, transformável." É Mottola fazendo história, filosofando e acertando em cheio.

Férias Frustadas de Verão (título que faz perder completamente a força e a graça do título original) é um filme biográfico de Greg Mottola, baseado no verão mal sucedido que o diretor passou em 1985 e é até agora o seu melhor filme que inexplicavelmente não passou pelos cinemas brasileiros.

O DVD é modesto, com 16 minutos de making off, cenas deletadas (irrelevantes, pra variar) e comentários em áudio do diretor e Jesse Eisenberg, mas a Buena Vista se redime com menu bacanudo. Falar da soundtrack é chover no molhado, então deixa pra lá.




» Avaliação: 8.5

terça-feira, 9 de março de 2010

Resenha: Tenth Avenue North (2008) Over and Underneath

À beira do lançamento do novo cd, eu me pergunto: "O que tanto vêm em Tenth Avenue North?".
A empolgação é grande (e é apenas o segundo cd) e a banda lançou hits que foram adorados mundo afora. O disco "Over and Underneath" lançado em maio de 2008 foi elogiadíssimo e os prêmios foram muitos (um deles foi o GMA Dove Award por artista do ano em 2009). Trata-se de uma banda de rock (?) da Flórida (EUA).


O dito disco Over and Underneath, marca o debut da banda no cenário cristão internacional. Talvez o sucesso se deva aquele pequeno detalhe: o costume do cachimbo deixa a boca torta. Como não há novidade no meio, o que vem é lucro. Ouvindo mais uma vez o cd constatei que o problema de eu não gostar está na repetição das músicas. As composições são boas, mas parece que o cd é uma única faixa partida em 11. "By Your Side" parece uma balada do Simple Plan e "Let It Go" é razoavelmente diferente das outras.

Pra salvar o disco do pior, a faixa "Hold My Heart" tem uma melodia fraca (igual às outras), mas o arranjo é bonito.
O novo álbum The Light Meets the Dark tem data de lançamento prevista para maio deste ano e o primeiro single "Healing Begins" já está à venda no iTunes.

» Avaliação: 3.0

Crítica: Alice no País das Maravilhas chegou chegando.



Alice In Wonderland estreiou em solo americano batendo recordes. No fim de semana de estréia, o novo filme do Tim Burton (Edward, Mãos de Tesoura) arrecadou generosos 116 milhões de dólares. O sucesso era óbvio (eu já adoro o filme sem assistir) mas os números impressionaram. A estréia em nossa terra tupiniquim está prevista para 21 de abril, mas o site Cine Players já adianta uma incrível crítica do sempre incrível Demetrius Caesar.

Clique aqui e confira.

Introducing: Jared Joseph Leto.


Ao assistir a Requiem For a Dream, filme de Darren Aronofsky que trata do uso de drogas, me veio uma reflexão que não tem nada a ver com a que o filme tenta causar. Requiem é um filme claustrofóbico, de direção inteligentíssima (a todo tempo me pareceu estar com anfetamina nas veias) e realista, mas isso não é tudo e nem é o motivo central do texto. Com Harry Goldfarb, personagem principal do filme, Jared Leto ganhou minha eterna admiração.

Sempre achei interesante a forma com que ele lida com a música e o cinema. Jared é intenso (muito intenso), e não é pra menos, tendo uma história que coleciona prisão, abandono à escola, pais separados (o pai biológico morreu num suposto incêndio) e pobreza, todas as escolhas do ator/cantor são, mesmo que de gosto duvidoso, merecedoras de respeito.

Não sou fã de 30 Seconds To Mars, mas confesso que tenho um queda por certas músicas e adoro o vocal de Jared. O novo disco "This Is War", é mais uma prova da dedicação do garoto para com tudo o que faz. Excelência, me parece, é lema de Jared. Apaixonado pela arte ele não mede esforços na hora de colocar a mão na massa. Para Requiem perdeu quase 20 quilos e para viver Mark Chapman em Chapter 27 (a música e o cinema se fundindo de novo), ganhou mais de 30. Os video-clipes da banda são os mais caprichados e incríveis possíveis (amo aquele da geleira que custou uma grana preta). Para fechar o pacote, já foi eleito um dos homens mais bonitos do mundo pela Revista People (acho ele a cara do Zac Efron).

Um artista. Esse é Jared Joseph Leto.


segunda-feira, 8 de março de 2010

A turnê de Anberlin no Brasil


Como a música cristã é deficiente de novidade! No Brasil, a coisa só piora. Em uma entrevista ao site Super Gospel, o diretor executivo da Sony Music Brasil Maurício Soares (é, agora a Sony tem um selo gospel) disse algo que me deu vontade de aplaudir:
"Acho que a música gospel no geral precisa respirar novos ares, principalmente na questão de composição. [...] Há uma repetição de temas e assuntos... isso acaba empobrecendo nosso cancioneiro gospel."

Ano passado surgiu uma luz no fim do túnel, Arthur Netto, com o cd Love, mas não é o suficiente.


Internacionalmente há grandes ícones que influenciam grande parte dos artistas do gênero, como Hillsong United, Tim Hughes e Michael W. Smith (esse não me desce), ainda assim há uma carência em novidade (no caso internacional, me refiro aos estilos sonoros). Mas nem tudo está perdido, bandas de qualidade circulam sem muito sucesso (isso comparado ao que um Hillsong da vida causa nos consumidores) como a excelente banda americana Anberlin. Formada em 2002, a banda de rock alternativo (com um pé - ou dois - no punk) já tem 4 cd's gravados e vai estar no Brasil (isso não é mais novidade, eu sei) no fim de março começando dia 24 em Curitiba (PR), passando por Porto Alegre (RS) dia 25, em Fortaleza (CE) dia 26, São Paulo (SP) dia 27 e encerra no Rio de Janeiro (RJ) dia 28.

Eu não estarei lá, mas deixo aqui a dica e um link do novo cd. Se você não conhece, vale muito a pena conferir. Vou aproveitar e deixar o link (clique aqui) da entrevista do Maurício Soares que promete muito e falou bonito, mas vamos ver se ele vai fazer acontecer.

The Criterion Collection Design

Todo site/blog que se preze e fale de arte & design, faz uma lista das criações da Criterion. Eu, fã número 1 dos designs da distribuidora, não podia ficar de fora. Abaixo, a lista das minhas 10 capas preferidas. Uma mais linda que a outra.

01 Os Olhos Sem Rosto
(1960, Georges Franju)

"Embalagem esplêndida, como um domínio soberbo da força de imagem."

02 O Império dos Sentidos
(1976, Nagisa Oshima)

"Todo o material de divulgação/publicidade que já foi feito para o filme de Oshima é risível e antiquado, mas não aqui. Clássico, escandaloso e delicado, O Império dos Sentidos saiu recentemente pela Criterion com capa estupenda. Um primor."

03 Os Contos da Lua Vaga
(1953, Kenji Mizoguchi)

"Reflete toda a atmosfera fantasmagórica e de requinte do filme. Uma obra-prima, talvez a mais bela que o cinema já viu."

04 Amor à Flor da Pele
(2000, Wong Kar Wai)

"O cinema chinês em sua total delicadeza, assim eu descreveria Amor à Flor da Pele. Maggie Cheung está perfeita na ilustração."

05 Quando Uma Mulher Sobe a Escada
(1960, Mikio Naruse)

"O uso das cores é genial."

06 O Silêncio
(1963, Ingmar Bergman)

"Última parte da trilogia do silêncio. Imagem assustadora de uma época em que Bergman passava por uma fase radical de sua filmografia. A Criterion lançou um box todo branco com os três filmes (que inclui ainda Através de Um Espelho e Luz de Inverno, respectivamente com capas memoráveis), que ilustra uma aranha em preto e branco na frente. Lindo."

07 Mishima: Uma Vida em Quatro Capítulos
(1995, Paul Schrader)

"Schrader ficou conhecido pelo horrendo A Marca da Pantera nos anos 80. Na década posterior foi ao Japão e filmou Mishima, o filme não fez sucesso e sua carreira despencou, mas a Criterion o (nos) presenteou com o lançamento recente do filme em capa energética e visualmente absurda de linda."

08 As Aventuras do Sr. Hulot no Trânsito Louco
(1971, Jacques Tati)

"Achou o título do filme (Trafic)? É o império da criatividade..."


09 Sweet Movie
(1974, Dusan Makavejev)

"Estreou no Brasil com mais de vinte anos de atraso (novidade!) e é considerado um filme ousado (e olha que nos anos 70 apareceu muita coisa de arrepiar os cabelos) que conta a história de um industrial do açúcar. A capa tenta mostrar a que o filme veio. Adorei."

10 Um Sopro no Coração
(1971, Luis Malle)

"O filme mais polêmico de Louis Malle (trata de incesto), Le Souffle au Coeur, saiu em DVD pelo selo americano com uma criança consumindo tabaco na capa. Achei tudo chic e de muito bom gosto."

Gostaria de saber o nome responsável pela maioria dos designs (parece que a distribuidora não divulga nomes! Se alguém sabe, favor comunicar). Teria o prazer de beijar-lhe as mãos.